No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher sofre violência e maus-tratos.VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, UM QUADRO LAMENTÁVELO que leva um homem a bater em uma mulher? Esta pergunta me chamou a atenção, questionei-me e não consegui encontrar respostas que me satisfizessem. Ainda que fosse procurar a respeito nada para mim pode justificar este ato tão bárbaro. Abaixo, os temas em negrito seguem com uma lista de informações que pude arranjar:
“De onde vem a violência contra a mulher?
Ela acontece porque em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.
Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.
Por que muitas mulheres sofrem caladas?
Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.
Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.
O que pode ser feito?
As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas vão às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.
A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres.
Como funciona a denúncia?
Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.
Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la.
Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante.
Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.”

Mas por que muitas de nós deixamos chegar a este ponto? No início a paixão, que contribuía para que ele com aquele jeitinho carinhoso pedisse para que deixássemos de sair com as amigas, para que não viajássemos com nossos pais e ficarmos só com ele, para que deixássemos de falar com algum amigo porque ele tinha ciúmes, para que não fossemos a festas sem ele estar presente, para que você não isso, para que você não aquilo... e você apaixonada, foi cedendo, cedendo e não percebeu quando ele mudou assim. Mas você deve estar indagando-me, “mas comigo não era assim, ele agia diferente, ele era um anjo”. Eu sei muitos homens não agem desta forma, usam máscaras em todo o namoro e só revelam como são depois que casam. Muitos usam da estratégia de que enquanto for namorada pode tudo, mas depois que for esposa vai pagar caro.
Mas eles não começam a nos bater de um dia para o outro, sem mais nem menos. Antes eles começam a nos ferir verbalmente, nos causam feridas no coração, nos fazem acreditar que somos inferiores, nos convencem de que a culpada de tudo somos nós, então apanhamos como toda criança apanha de sua mãe. Acreditamos que fizemos mal-criação por isso merecemos levar aquela surra e então daí começa o ciclo vicioso que dura anos e anos, até quando você resolve dar um basta nisso ou ao contrário quando eles põe um ponto final em muitas vidas de mulheres.
Até pouco tempo atrás, a cultura brasileira “permitia” que os homens tomassem conta de suas mulheres da maneira a qual melhor lhe convir. Então ninguém podia meter o bedelho onde não devia. Anos depois algumas conquistas como a delegacia da mulher. Porém o infrator era somente alertado, voltava para casa e fazia a mulher retirar a queixa ou então tinha como pena pagamento de cestas básicas. Há pouco mais de um ano no governo Lula, no dia 7 de Agosto de 2006, foi sancionado pelo presidente a Lei Maria da Penha que torna crime inafiançável a violência contra a mulher. Se interessar pesquise mais quem é Maria da Penha e então se for o teu caso, veja se quer chegar a este ponto no seu casamento. E se este não for o teu caso, mas o caso de alguma mulher que você conheça, por favor, denuncie só nós poderemos por fim a estas tragédias.
* Em muitos trechos eu usei o pronome “Nós” e verbos conjugados em primeira pessoa do plural a fim de que pudesse criar mais intimidade com as leitoras deste blog, porém queria esclarecer que não enfrento ou enfrentei esta situação em minha vida, mas me solidarizo com a dor das que já passaram. Abraços.
Sites Consultados:
http://copodeleite.rits.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=105#O%20que
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm
http://www.agende.org.br/docs/File/convencoes/belem/docs/Caso%20maria%20da%20penha.pdf
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.folhadonorte.com.br/site/fotos/200512161536100.violencia_mulher.jpg&imgrefurl=http://www.folhadonorte.com.br/site/ver.php%3Fmanchete%3D190&h=480&w=318&sz=24&hl=pt-BR&start=1&tbnid=HspmSPNPtBM-3M:&tbnh=129&tbnw=85&prev=/images%3Fq%3Dviol%25C3%25AAncia%2Bcontra%2Ba%2Bmulher%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG